Passados seis meses do desastre em Santa Catarina, a cidade de Blumenau ainda respira os resultados dos estragos deixados pela enchente de 2008. Aos olhos, é visível a devastação material e ambiental provocada pelos desmoronamentos de terra e força da água; ao coração, é claramente perceptível o sentimento da população de não querer, nunca mais, passar mais por uma situação parecida.
O grupo da UCS chegou a Blumenau na noite de quarta-feira. Já nessa noite foi possível ver alguns rastros deixados pela enchente e constatar que a cidade ainda não se reergueu por completo. O povo, assim mesmo, é alegre e acolhedor. Meu colega Mauro e eu ficamos hospedados no bairro Progresso, distante cerca de 10 quilômetros do centro da cidade. Apesar da pouca distância, o trânsito lento faz o trajeto de ônibus durar cerca de meia hora.
O Progresso foi um dos bairros mais atingidos pela enchente, em novembro de 2008. Antes das oito da manhã de sexta-feira já estávamos nas ruas e foi aí que pudemos entender melhor o porquê. A região é extremamente montanhosa e muitas casas foram construídas ao pé do morro, quando não nele próprio. Pra quem saiu de Caxias do Sul, nada muito novo, exceto o fato de muitos deles estarem “desmatados”, cobertos apenas por uma terra vermelha, cor de fogo.
O Intercom acontece na FURB, distante três quilômetros do centro. A viagem de coletivo dura cerca de 45 minutos, saindo do bairro. Apesar de ainda não termos a programação completa em mãos, a expectativa por aprendizagem é grande. Esperamos que os organizadores do evento não tenham se deixado abater pelo clima nebuloso dos últimos meses.
Blumenau, SC. Quinta-feira, 28 de maio.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
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